Terapia

EMDR

Fundamentos, funcionamento e aplicação clínica

Reprocessamento neural

O EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) é uma abordagem psicoterapêutica baseada em evidências científicas, amplamente reconhecida por organismos internacionais de saúde.

Seu desenvolvimento está ancorado no Modelo de Processamento Adaptativo da Informação, que parte do princípio de que experiências emocionalmente perturbadoras podem permanecer armazenadas de forma disfuncional no sistema nervoso.

Quando isso ocorre, memórias não totalmente processadas continuam a influenciar emoções, crenças, respostas fisiológicas e comportamentos, mesmo após o evento ter passado.

Como o EMDR atua

Durante as sessões de EMDR, o indivíduo é convidado a acessar memórias específicas enquanto recebe estimulação bilateral alternada — como movimentos oculares, estímulos táteis ou auditivos.

Essa estimulação facilita a ativação de mecanismos neurobiológicos envolvidos no processamento de informações, permitindo que memórias anteriormente disfuncionais sejam reorganizadas de forma mais adaptativa.

O objetivo não é apagar a lembrança, mas reduzir sua carga emocional e permitir que ela seja integrada de maneira mais saudável à história de vida do indivíduo.

Transformação emocional

Impactos clínicos observados

Estudos científicos indicam que o EMDR pode contribuir para:

Redução da intensidade emocional associada a memórias traumáticas

Diminuição de respostas automáticas de medo, ansiedade ou hipervigilância

Reorganização de crenças negativas sobre si mesmo

Maior sensação de segurança interna e regulação emocional

A abordagem é utilizada em contextos clínicos diversos, sempre respeitando critérios técnicos rigorosos, avaliação cuidadosa e ética profissional.

Integração à prática clínica

Na prática clínica de Ester Storck, o EMDR é integrado de forma criteriosa, considerando a história emocional do indivíduo, sua capacidade de autorregulação, o contexto atual de vida e os recursos internos disponíveis.

A abordagem não é aplicada de forma mecânica, mas inserida em um processo terapêutico mais amplo, respeitando a singularidade e o tempo psíquico de cada pessoa.